Transparência Pública

Lei de Acesso à Informação - Direito Fundamental do Cidadão

Por Comunicação - Ágora
14/12/2025 2 min de leitura 11 visualizações
Lei de Acesso à Informação - Direito Fundamental do Cidadão

A Lei de Acesso à Informação (LAI), sancionada em 2011, marca divisor de águas na história democrática brasileira. Ela estabelece que o acesso à informação é regra e o sigilo, exceção. Este princípio revoluciona a relação entre cidadãos e poder público, empoderando a sociedade civil.

A Lei de Acesso à Informação (LAI), sancionada em 2011, marca divisor de águas na história democrática brasileira. Ela estabelece que o acesso à informação é regra e o sigilo, exceção. Este princípio revoluciona a relação entre cidadãos e poder público, empoderando a sociedade civil.

Cumprir a LAI exige mudança cultural profunda nas instituições públicas. Não basta disponibilizar dados; é necessário garantir que informações sejam compreensíveis, atualizadas e acessíveis. O gestor público deve entender que transparência não é favor, mas obrigação constitucional e legal.

O primeiro passo para o cumprimento efetivo é criar estrutura adequada. Isso inclui designar responsáveis pelo Serviço de Informações ao Cidadão (SIC), treinar servidores e implementar sistemas que facilitem tanto o acesso espontâneo quanto o atendimento a solicitações específicas.

A LAI estabelece prazos claros: 20 dias para resposta inicial, prorrogáveis por mais 10 mediante justificativa. Descumprir esses prazos configura violação legal passível de sanções. Além disso, negar acesso sem fundamentação adequada caracteriza conduta irregular que pode acarretar responsabilização do agente público.

Um aspecto crucial é a transparência ativa, que consiste em divulgar informações independentemente de solicitação. Dados sobre execução orçamentária, licitações, contratos e remuneração de servidores devem estar permanentemente disponíveis. Esta prática reduz demandas ao SIC e demonstra comprometimento genuíno com a abertura.

Para ter sucesso, o cumprimento da LAI requer liderança comprometida. O gestor principal deve estabelecer cultura organizacional que valorize transparência. Quando a alta administração demonstra compromisso real, toda estrutura responde positivamente, transformando obrigação legal em prática institucionalizada e valorizada.

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